15 julho 2011

Symphony X - ICONOCLAST TOUR (Press Release)


 Depois da noticía da Tour, aqui fica o Press Release dos Concertos em Portugal!

14 de Outubro - Incrível Almadense
15 de Outubro - Hard Club

1ª parte: TBA

Abertura de Portas - 20h00
Inicio do Espectáculo - 21H00

    O power metal progressivo é, provavelmente, um dos sub-géneros mais diversos musicalmente e, ao mesmo tempo, acessíveis no espectro da música pesada. Fundindo os arranjos cerebrais dos Rush, a técnica dos Deep Purple e a negritude dos Black Sabbath, o género tem-se afirmado ao longo das duas últimas décadas como um dos mais prolíficos e aplaudidos entre as hordas de apreciadores de heavy metal que não se querem limitar apenas ao óbvio. Os norte-americanos SYMPHONY X são um dos porta-estandartes da tendência, um grupo que prova – ao contrário de muitos dos seus competidores mais directos – que técnica não tem obrigatoriamente de ser sinónimo de exibicionismo instrumental. Apesar de serem músicos de excepção, ao nível daqueles que conseguem pôr uma plateia de pares a questionar as suas capacidades, o quinteto também consegue escrever canções muito bem estruturas, com princípio meio e fim e com ganchos que agarram o ouvinte pelo colarinho do primeiro ao último momento. Famosos pelos seus concertos arrebatadores e cheios de garra, é precisamente isso que se espera deles quando apresentarem a novidade «Iconoclast» nos palcos da Incrível Almadense e do Hard Club, nos dias 14 e 15 de Outubro, respectivamente.

    Corria 1994 quando se começou a ouvir um murmúrio distante, vindo do outro lado do Atlântico, cortesia do prodigioso guitarrista Michael Romeo. Uma gravação auto-financiada revelou ao mundo um músico de excepção, um dos últimos Messias das seis cordas do Séc. XX, que nos anos seguintes construiu de forma muito inteligente a carreira de um projecto que abalou as estruturas do metal progressivo. Misturando de forma inovadora heavy metal, rock progressivo e influências neoclássicas, os SYMPHONY X deram à luz uma fórmula brilhante, posteriormente adoptada por toda uma nova geração apostada em seguir-lhes os passos. No entanto, durante anos, mantiveram-se como um dos segredos mais bem guardados de grande maioria dos metaleiros. A trabalhar na sombra do underground, construindo uma base de fãs muito dedicada nos Estados Unidos, na Europa e, particularmente, no Japão, começaram por apelar essencialmente aos apreciadores de virtuosismo, mas com a sua atitude um pouco mais directa do que é habitual nestes meandros, transformaram-se num caso de sucesso. Chegou o Séc. XXI, a participação na Gigantour a convite de Dave Mustaine e, exposto a plateias esgotadas de potenciais fãs que começaram a descobrir o seu fundo de catálogo, o grupo de New Jersey explodiu em termos de popularidade e estabeleceu-se como um dos bastiões do estilo.

    Quatro anos depois de «Paradise Lost», um ambicioso concept baseado no poema de John Milton, os SYMPHONY X voltam à carga com «Iconoclast». No oitavo álbum de originais em quase duas décadas de carreira servem mais uma soberba colecção de metal progressivo, com as guitarras e a voz em grande destaque, e sempre em contraste, mas dando origem a temas que soam verdadeiramente majestosos. A fórmula que os tornou famosos não mudou muito, mas em 2011, a banda soa ainda mais negra, agressiva e pesada. Menos subtil e mais directo ao assunto, mas mantendo os ganchos e os refrões nos sítios certos, «Iconoclast» afirma-se como o registo mais focado do colectivo até à data. Com Romeo em grande forma e um Russel Allen cada vez mais no controle das suas capacidades vocais, este acaba por ser o grande coroar do seu talento, um dos mais carismáticos vocalistas num universo repleto de bons músicos, mas com cantores que nem sempre estão ao mesmo nível. No caso dos SYMPHONY X, as peças estão mesmo todas no sítio – e cada vez mais no sítio.

    BIOGRAFIA SYMPHONY X

    Formação:
    Russell Allen – Voz
    Michael Romeo – Guitarra
    Michael Pinnella – Teclados
    Michael Lepond – Baixo
    Jason Rullo – Bateria

    Michael Romeo formou os Symphony X na cidade de Midlletown, New Jersey, em 1994. Logo no início do ano, o guitarrista gravou a maqueta «Dark Chapter» com a ajuda do teclista Michael Pinnela e o registo começou a suscitar curiosidade, sobretudo no Japão, mas entre todos os fanáticos de bandas como Dream Theater e Fates Warning. A primeira formação do grupo ficava completa com o baixista Thomas Miller, o vocalista Rod Tyler e o baterista Jason Rullo. Ainda nesse ano, o quinteto lança o seu disco de estreia homónimo e, sem perder tempo, o seu sucessor seis meses depois. «The Damnation Game» marcou o abandono de Tyler e a sua substituição por Russel Allen no microfone, assinalando um derradeiro ponto de viragem no percurso da banda.

    «The Divine Wings Of Tragedy» foi o primeiro disco que os expôs em larga escala e, cientes da responsabilidade que tinham aos ombros, os músicos dedicaram-lhe mais tempo e dedicação. Quando o álbum foi finalmente editado, em 1997, foi recebido com elogios unânimes por parte da crítica e começaram a estabelecer uma presença mais forte na Europa ao mesmo tempo que o sucesso no Japão continuava a aumentar. Além de ver o seu talento merecidamente reconhecido, a banda ainda via um dos seus discos transformar-se num caso de sucesso comercial a nível underground. No final desse ano, Rullo afasta-se do grupo para lidar com alguns problemas pessoais e, mesmo com Thomas Walling apenas como substituto temporário atrás da bateria, lançam «Twilight In Olympus» em 1998.

    É nesta fase que começam finalmente a dar concertos, já com uma legião de fãs espalhada pelos quatro cantos do planeta. Subiram pela primeira vez a um palco nesse ano, no Japão. A esse espectáculo seguiu-se uma digressão mundial, durante a qual o baixista Thomas Miller foi substituído por Andy DeLuca e, posteriormente e de forma permanente, por Michael Lepond. A compilação «Prelude To The Millennium» manteve-os na estrada e o próximo longa-duração só seria editado dois anos depois, já com Jason Rullo de volta após a saída inesperada de Walling. Apropriadamente intitulado «V: The New Mythology Suite», o quinto álbum foi o primeiro concept da carreira dos Symphony X, baseado no mito da Atlântida e dando o mote para os dois discos seguintes. Foi também o primeiro a ser lançado via InsideOut, marcando a entrada do grupo para o catálogo do mais influente selo editorial no espectro progressivo. Segue-se outra muito bem-sucedida digressão, que deu origem ao disco ao vivo «Live In The Edge Of Forever» e, já em 2002, «The Odyssey», uma interpretação musical do épico de Homero.

    Depois de tirarem umas merecidas férias (durante as quais alguns dos elementos do grupo gravaram discos a solo ou em colaboração com outros projectos), voltam a reunir-se para as gravações de «Paradise Lost». Baseado no poema do mesmo nome da autoria de John Milton, o álbum chega aos escaparates em Junho de 2007. Entretanto já o grupo tinha andado em digressão pelos Estados Unidos como parte da Gigantour de Dave Mustaine, tendo alargado significativamente a sua base de fãs. Adoptando um tom mais obscuro, o grupo partiu numa tour que durou 14 meses após a edição de «Paradise Lost», incluindo uma campanha europeia ao lado dos Dream Theater e as primeiras actuações em países com a Rússia e a Índia. Fazendo tours sucessivas e ganhando um calo invejável, no final de 2008 percorreram a América do Norte e do Sul e, no início do ano seguinte, ainda assinam alguns espectáculos na Ásia antes de começarem a preparar um novo álbum. Já em 2011 deixam de olhar para o passado como fonte de inspiração e optam pelo futuro como tema do mais recente disco. «Iconoclast», que narra a conquista do mundo pelas máquinas, foi recebido mais uma vez com aplausos unânimes e alcançou a mais alta entrada dos Symphony X na tabela da Billboard, vendendo 7,300 cópias só na semana em que chegou às lojas.

Preço dos bilhetes: 22,00 Euros

Bilhetes à venda nos locais habituais. Reservas: Ticketline (1820 - www.ticketline.pt).
Em Espanha: Break Point.

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